nov
01
2011

Reflexões sobre Sincronicidade.

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por Aline Rangel.

O curiosíssimo tema da Sincronicidade é apresentado pelo espírito Gustavo Henrique e pela Mestra Espiritual Eugênia, através da mediunidade abençoada de Benjamin, na mensagem “Sincronicidades – Como Favorecer Coincidências Significativas em nossas Vidas.” com riquíssimas proposições acerca de sua importância e do quanto nos é possível fazer leituras cada vez mais profundas de seus significados em nossas existências à medida que investimos na observação cuidadosa e contínua destes eventos magníficos e surpreendentes e que reforçamos nossa sintonia com o Plano Maior. Logo na introdução da referida mensagem, deparamo-nos com uma conceituação lapidar do tema que nos chama a atenção para a preciosidade de um fenômeno tratado mui freqüentemente, lamentavelmente, por ocorrência simples ou mera coincidência, sem um propósito e um significado maiores. “Lao Tsé chamou de TAO, o Caminho inominado e indefinível, por tão profundo, complexo e abstrato, para além de toda capacidade humana de entendimento. Nós poderíamos denominar de Fluxo – a Manifestação de Deus em Nossas Vidas, como perceptível aos nossos sentidos e poder de cognição. Carl Gustav Jung, o grande psiquiatra suíço, preferiu ater-se a um aspecto da expressão operacional do Divino, conforme captável pelo sensório físico e pelo sistema de processamento de informações do cérebro humano: os encadeamentos de significado em eventos sincrônicos, sem relação causal entre si, que ele nominou, tão-só: sincronicidade.” (1) Para ilustrarmos como se daria tal experiência, vamos a um exemplo: uma pessoa acaba de vivenciar, com aparente êxito, um situação de dificuldade para a qual vinha se preparando e, ao terminar de relatar como tudo aconteceu a uma pessoa de sua confiança, entra num supermercado e ouve o refrão de uma música que diz “Parabéns, Parabéns”. Tem-se, neste momento, um encadeamento de eventos sincrônicos, sem relação de causa e efeito, e que apresenta um significado profundo para quem o vivencia.

Dr. Demétrius, grande psiquiatra desencarnado, referindo-se também às sincronicidades ao discorrer sobre o que denominou Acaso Mítico, apresenta-nos uma diferenciação muito interessante que nos esclarece sobre outras vivências curiosas por que passamos. De acordo com o referido Mentor desencarnado, o acaso mítico seria uma espécie de generalidade da sincronicidade, sem um significado profundo, todavia, caracterizando-se por “uma coincidência superficial de conteúdo entre os elementos sincrônicos”. Em suas palavras: “Explicando-me melhor: a sincronicidade, de uma forma geral, parece transmitir uma mensagem. Algo é dito através dela, seja no sentido de afirmar, negar, interrogar ou provocar. Já o acaso mítico, pela sua feição de aparente despropósito, parece-se mais com uma gargalhada do Cosmo ou uma piscadela da Vida do que propriamente com um oráculo. (…) O acaso mítico, porém, num sentido profundo, denota como a mente humana se espraia e se interconecta com tudo à sua volta, de modo multidimensional e extenso, como jamais apreenderemos a totalidade de suas estruturas e de que forma liga-se ela à ‘realidade externa’.” (2) Dr. Demétrius reforça o efeito lúdico destas experiências e sinaliza a relevância de adotarmos uma perspectiva leve e bem-humorada da vida, orientando-nos a confiar em Deus e relaxar, exercitando a convicção de que está tudo bem, ao mesmo tempo em que nos mantemos vigilantes, cuidadosos e ativos nas responsabilidades e deveres que nos competem.

Retomando o tema central de nossas reflexões, faz-se imprescindível destacar o alerta que Eugênia e o Padre Gustavo Henrique nos trazem acerca da função especialíssima para a ocorrência das coincidências significativas – “um indicativo do quanto uma pessoa pode estar em sintonia com o padrão de necessidades evolutivas e espirituais que lhe são próprias, bem como com os Desígnios Divinos a seu respeito.” (3) – bem como as sugestões de iniciativas de ordem prática que para que possamos perceber com mais atenção e qualidade os Sinais Divinos que nos apontam o quanto nossas escolhas e caminhos estão alinhados ou não com nosso processo de crescimento e evolução. Reservar, diariamente, um tempo para oração e meditação; participar, regularmente, de um grupo de atividade espiritual; registrar, cuidadosamente, as experiências mais marcantes “de vivência mediúnica, onírica, intuitiva ou de ‘coincidências significativas’”, para posteriores reflexões a respeito de seus significados profundos, são as orientações para nos capacitemos progressivamente a realizarmos melhores observações e leituras, aproveitando de forma mais grata e construtiva os Presentes de Deus em nossas existências. (4)

(1) Trecho extraído da mensagem “Sincronicidades – Como Favorecer Coincidências Significativas em nossas Vidas.”, Benjamin de Aguiar pelos espíritos Gustavo Henrique e Eugênia.

(2) Trecho extraído da mensagem “O Acaso Mítico.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Demétrius.

(3) Trecho extraído da mensagem “Sincronicidades – Como Favorecer Coincidências Significativas em nossas Vidas.”, Benjamin de Aguiar pelos espíritos Gustavo Henrique e Eugênia.

(4) Recomendo também, enfaticamente, a leitura da mensagem “A Mestra e a Sincronicidade. Registros da Mediunidade – 07.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia.

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