
por Aline Rangel.
“A sua força, a fonte de sua paz e de sua alegria, está no coração. Ouça com cuidado o que ele lhe tem a dizer e terá norte seguro para todos os passos na vida.” (1)
A escuta atenciosa e lúcida do próprio coração é conquista propiciada, dentre outros fatores, por esforços contínuos em autoconhecimento e busca da espiritualidade compreendida num sentido amplo. À medida que investimos, com responsabilidade, bom senso e praticidade no desenvolvimento de uma percepção mais consciente e profunda do que somos, do que sentimos, do que podemos fazer, do quanto é possível nos melhorar, do sentido e propósito que temos para viver, ou seja, à proporção que avançamos em maturidade, na persistência por integrar os aspectos positivos e negativos de nossa psique (conferindo-lhes, assim, funções mais construtivas em nosso processo evolutivo), mais condições encontramos de ouvir o coração. A Mentora Espiritual Eugênia, a respeito de tão importante tema, assevera: “No coração, entendido como intuição, terá diretrizes para quaisquer situações vividas. Não na paixão arrebatadora, nem no capricho mesquinho, mas no campo do ideal nobre que inspira, enobrece e pacifica a alma – é aí que mora, de fato, o coração, a intuição, a voz da verdade para você.” (2)
A assertiva de nossa Mestra nos alerta para o cuidado essencial de refinarmos o diálogo que mantemos com nossa intimidade, a fim de evitarmos, tanto quanto possível, confundir a voz da alma com as sugestões vazias e frustrantes das necessidades exclusivamente egóicas. O Guia Espiritual Anacleto, a respeito da distinção criteriosa que se deve exercitar, continuamente, das vozes internas,e da importância de se escutar, em profundidade, o que nos pede o coração, afirma: “A voz da consciência pode ser confundida com a voz do preconceito, da voz espectral que Freud (2) denominou superego. A voz da razão, por sua vez, pode ser trocada com a voz do interesse imediato ou do cálculo da vantagem pessoal. Já a voz do coração, do ideal – e não propriamente das paixões ensandecidas, imediatistas, infantis – a voz que trata dos objetivos que inflamam o que há de mais nobre, digno e elevado no ser humano, essa voz será sempre o melhor guia para os caminhos da paz, da felicidade e da plenitude.” (3)
Cabe-nos refletir, portanto, acerca do quanto estamos mantendo a sintonia minimamente saudável e desejável, em conformidade com nossas possibilidades evolutivas, como que nos reclama a alma, o coração no atendimento responsável e feliz aos compromissos que sentimos verdadeiramente vinculados ao nosso Ideal. Anacleto nos chama atenção para algo que define como fundamental neste processo tão complexo de escuta íntima, que é desenvolver o contato profundo com o próprio eu, num nível nobre, de altruísmo, sabedoria e busca de crescimento constante. (4) Trata-se, certamente, de uma longa e trabalhosa caminhada, até que nos sintamos mais seguros quanto às nossas possibilidades de distinção das inúmeras vozes que nos saltam da intimidade e da aplicação efetiva do que verdadeiramente nos solicita o coração. O simples vislumbrar, todavia, do quanto poderemos ser mais felizes do que já somos – se nos disponibilizamos, no presente, a viver o quanto nos é possível o que tão amorosa e misericordiosamente nos sugerem os Mestres e Guias Espirituais desta Escola Abençoada de Sabedoria e Felicidade – ao nos tornarmos pessoas mais produtivas no Bem, nos faz mais dispostos e estimulados a darmos os primeiros e vacilantes passos nesta direção segura que nos conduz à paz. E como nos adverte a Santa e Sábia Mestra da Felicidade: “Somente a paz de consciência confere suficiente ventura íntima e a impagável sensação de estar no caminho e cumprindo seu papel no mundo.” (5)
(1) “Amanhecendo em Paz – 11.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia.
(2) Idem.
(3) “Consulta a Anacleto 08 – Tema: Mediunidade.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Anacleto.
(4) Idem.
(5) “Amanhecendo em Paz – 11.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia.
(6) Recomendo também a leitura da mensagem “Ouvindo a Voz do Coração.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia.







Parabéns! Coração que Pulsa por Amor!
Texto maravilhoso, Aline! Obrigado!
Obrigado Aline por nos estimular a reflexão a partir do que nos colocam Eugênia e Anacleto, sobre que ações estamos ou não tomando para ouvir o nosso coração, a nossa consciência. Obrigado!!
Linda mensagem!! Obrigada.