jul
25
2011

Discutindo o Preconceito.

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por Aline Rangel.

“O preconceito é o signo máximo do pensamento anticristão, antiespiritual, anti-humano. Discriminar alguém por ser pobre, doente, feio, velho, inculto, estúpido, obeso, deficiente físico ou mental, ou mesmo – desafio dos desafios – pervertido ou malevolente, constitui sempre um índice de inferioridade moral e dissonância com os ideais crísticos.”

Em belíssimo artigo publicado no ano de 2006, a Mestra Espiritual Eugênia, Mentora Desencarnada de Benjamin de Aguiar, apresenta o tema complexíssimo do Preconceito com argumentação lapidar, levando-nos a refletir em torno de questões seriíssimas da modernidade com as quais podemos estar compactuando sem que estejamos nos dando conta. A cada parágrafo desta Peça de Sabedoria, o leitor é convidado a rever posturas, condutas, avaliações, valores, condicionamentos e a reconhecer: 1) a inevitabilidade de portar preconceitos, conhecidos ou desconhecidos de si mesmo, em maior ou menos grau, com conseqüências mais ou menos destrutivas para a própria vida e daqueles com quem convive; 2) o fato de ser alvo, em alguns ou inúmeros aspectos, de comportamentos discriminatórios, preconceituosos, bastando, por exemplo, observar atentamente seu contexto e verificar os pontos que o fazem “menos, pior, reprovável, marginal, pouco, muito, mais, menos”, apenas para destacar algumas possibilidades. Como nos esclarece o Sapientíssimo Espírito Eugênia: “O preconceito se revela em toda parte, bem mais do que imaginamos, por constituir, digamos, uma espécie de efeito colateral do funcionamento mental humano, que, para simplificar padrões e otimizar processamento de dados, cria certas matrizes paradigmáticas, esquemas condicionados de idéia e sentimento que mecanizam, abreviam e facilitam os trâmites do pensamento, que, entretanto, se tornam, em verdade, pressuposições teóricas de validade, a dizer por baixo, questionável. Assim, o “pré-conceito”, em seu estado puro, é invisível para quem lhe padece a influência, porque é como uma espécie de lentes de contato sobre os olhos da psique, que nunca são vistas diretamente, mas que filtram toda a percepção de mundo de um indivíduo.”

Temos, no ponto destacado logo acima, um alerta fortíssimo sobre o qual se faz urgente nos sentirmos responsáveis o quanto nos for possível! Já que portamos estas “lentes” que nos fazem perceber e interpretar a realidade que nos cerca de maneira distorcida e equivocada e estamos sendo vistos a partir destas mesmas lentes, só que alheias, e se isso é inerente à condição humana (pelo menos no que diz respeito à média evolutiva), faz-se imprescindível investirmos em conhecimento cada vez mais aprofundado de nós mesmos a fim de que minimizemos os efeitos mais graves e destrutivos de não enxergarmos além das aparências e de julgarmos o que, muito comumente, não temos nem sequer condições de compreender. Gays, mulheres, negros, latinos, orientais, portadores de necessidades especiais, pobres, portadores de sofrimento psíquico… Estes são apenas alguns dos grupos que podemos reconhecer como alvos de discriminação, abuso e violência, em diferentes graus e por diversos meios. Urge, portanto, nos esforçarmos por reconhecer em nós mesmos os percentuais que temos de preconceito, em suas manifestações mais debatidas, evidenciadas publicamente, e refinarmos a percepção do que somos, perscrutando nossa consciência, a fim de encontrarmos onde se escondem as formas mais cruéis e menos visíveis de, desrespeito, julgamento e marginalização da diferença. No artigo a que fazemos aqui referência, uma pergunta dificílima nos é ofertada à reflexão acurada: “Estaria você, amigo, matando alguém agora, aos poucos e sutilmente, em nome do bem e da moral? Onde está o Cristo que você crucifica?” E mais graves ainda se fazem os apontamentos trazidos pela Grande Mestra Eugênia, em seguida, acerca deste duro e enfático, porém salvador, questionamento: “Assim, Jesus continua a ser crucificado na pessoa de grandes profissionais incompreendidos, de almas nobres sacrificadas na forja do lar pelo amor aos seus entes queridos, na pessoa de religiosos vanguardistas, de líderes científicos e culturais revolucionários. São hoje atacados; amanhã, serão aclamados.”

(*) O artigo a que fiz referência intitula-se: “Preconceito- O Flagelo Anti-Cristo.”, Benjamin de Aguiar pelo Espírito Eugênia, disponível no site www.saltoquantico.com.br.

Written by in: Aline Rangel |

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