por Aline Rangel.
“Lembrar que portamos sentimentos, valores e propósitos para viver, que somos partícipes de um tecido social, e que nele estamos ínsitos para servir e ser úteis – esta a chave para a verdadeira felicidade e talvez única via para ela.” (*2)
Em artigo lapidar de autoria dos Espíritos Eugênia e Temístocles, a “dor de existir” é magistralmente apresentada e discutida, com argumentos fantásticos acerca do quanto é possível ser feliz em meio a tantas e tão significativas dificuldades e contradições íntimas, num contexto material tão grave e perverso de inversão de valores e falta de propósito para viver. No referido texto, nossos Mestres desencarnados propõem, de maneira prática e com uma profundidade sempre surpreendente, aceitarmos a inevitabilidade da dor, sem nos submetermos a ela, alertando-nos para a importância de reconhecermos sua função-presente-estímulo em nossos esforços sinceros de melhoria. Se exercitamos atravessar as experiências menos felizes com lucidez e maturidade, responsabilidade e cuidado, é possível aprendermos muito acerca de nós mesmos, dos outros e do contexto em que estamos inseridos, descobrindo recursos ou renovando sua aplicação, fortalecendo as conquistas já realizadas e os valores adquiridos, avançando, portanto, com muito mais qualidade e tranquilidade!
Neste percurso difícil, complexíssimo de busca da Transcedência, mister tenhamos consciência cada vez mais apurada dos nossos limites e importa ajamos com a descontração e a leveza possíveis, sem abrirmos mão da satisfação e do prazer que nos caracterizem a condição de humanidade, destacam Eugênia e Temístocles. A sugestão prática que nos fazem os amorosos Mentores é que nos disciplinemos, para que, em adiando gratificações passageiras, nos aproximemos de conquistas maiores e mais significativas aos nossos corações; tolerando situações desconfortáveis, alcancemos outros níveis de satisfação pessoal; gerenciando os momentos ou episódios de sofrimento divisemos melhores dias, de contentamento mais profundo! Ou seja, não se trata de culto à dor, à manutenção de sofrimentos injustificáveis, mas sim de uma reflexão que nos ajuda a enxergar a dor de uma forma e de uma perspectiva diferentes, sem fugas e desculpismos, e vitimizações… E na conclusão desta belíssima peça sobre a condição humana e os Mecanismos Divinos para sua superação, com vistas à Plenitude, os Guias Espirituais nos trazem uma metáfora fortíssima: a crucificação de Jesus e Sua Ressurreição. A primeira, dolorosa e passageira, Simbolizando a Força do Cristo; a segunda, Eterna e Gloriosa, lembra-nos que somos imortais e filhos do Deus-Amor-Mãe!
(*1) Texto redigido com base nas reflexões feitas no Grupo de Estudos do dia 20 de abril de 2011.
(*2) Trecho extraído da mensagem “A Dor de Existir – Primeira Lição para a Felicidade.”, Benjamin de Aguiar, pelos Espíritos Eugênia e Temístocles, disponível no site www.saltoquantico.com.br







Obrigada Alininha por compartilhar conosco esse texto maravilhoso e riquissimo!! Que Os Cristos te cubra com infinitas bênçãos de Luz hoje e sempre.
Beijos
Larissa