dez
13
2010

À Eloquência Viva.

por Marcondes Barros


Quando abres o verbo
E nos tornas menos cegos
Nos perguntamos:
Como não percebemos!?
Como não vimos
Coisas que estavam “a um palmo dos nossos narizes”!?
Por que somente quando nos dizes
Rasga-se o véu da ignorância??
Até parecemos crianças
Ou eternos aprendizes
Bebendo da linfa da tua sabedoria
E mergulhamos em nós mesmos, dia após dia,
E nos tornamos mais lúcidos, mais felizes…

Quando falas, às vezes, parece um acinte
Tornas tudo tão simples…
Mas como não pensamos nisso antes!?
Certamente porque estamos diante
Da eloquência viva
Que resume, explica, simplifica
Pra que tudo caiba
Em nossas “cabeças duras”
E como bem sabes
Pela tua retórica madura
Que não podemos acompanhar-te
Então usas o auxílio do cinema, da arte
Pra, quem sabe, destarte
Vingue tal semeadura…

Ninguém sabe tudo
Só Deus o sabe
Isso não é novidade
Mas paro mudo
E entro em prece
Quando falas e o Céu desce
A Ele agradeço
Parece que não mereço
A oportunidade
Nem parece verdade
Que divido o mesmo tempo e espaço
Com quem admiro tanto
E me traz alegria… e me “enxuga” o pranto
Por isso faço, enquanto posso,
Esses rudimentos, esboços
De homenagem… e nunca, nunca me canso…

Written by in: Depoimentos |

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