por Aline Rangel.
Um caminho de vazios e sentidos perdidos
A alma percorre em busca de “tudo”.
E o nada se avizinha e se alimenta,
Das ilusões perfeitas, das euforias sedutoras,
Das tristezas disfarçadas, do tédio “realista”
Estampados nas cores frias das revistas…
Para onde se foi a esperança? Onde nasce o sorriso?
O que esperar da vida descartável,
Desta estação?
Última moda! Nova coleção!
Onde mesmo está coração?
Escondido…
De si, do outro, mas não do Divino…
O espelho, um encontro, uma verdade – difícil…
Cadê a satisfação? “Tudo” se vai, se esvai
Escorre pelos dedos trêmulos de solidão.
Um chamado, um resgate, uma palavra
Que segue destemida e, corajosa, convida à Luz!
Os passos, diferentes, unidos a outros passos
Com mãos que se procuram e se sustentam.
Uma parada diante do novo! Diante da Luz!
E o que era enfraquecido, envelhecido, quase destruído
Faz-se renovação, libertação, entendimento
Profundos.
Aceitando
nãos, trevas, pedras e pesos.
Reconhecendo
o Amor, o Serviço, a Felicidade, a Paz!
Sentindo
A alma despertar.
E seguir em busca de Si.






