jun
15
2010

Carta de Paulo Hazek, Representante do Salto Quântico na Inglaterra, a Mamin (*).


http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/PauloHazek.jpg

Querido Mamin,

Eu perdi a graça de lhe acompanhar de mais perto quando a vida me convidou a vôos mais longes, e cada vez mais desafiadores. Porém, nunca deixei de guardar no coração e na lembrança, sempre afetuosa, a sua imagem de trabalhador do bem, amigo, gentil, inteligente, bravo, guerreiro de Deus e dos Espíritos Superiores, a sua simpatia, a sua graciosidade em lidar com assuntos complexos que, estou certo, é devida há preparações inúmeras no correr de vidas incontáveis, como você mesmo já mencionou várias vezes. Há momentos em que lamento muito ter perdido essa oportunidade.

Mas, eu fico pensando que, se eu tivesse permanecido em Aracaju, perto do Salto Quântico, talvez, eu poderia não conseguir permanecer perto de você, por muito ainda que o meu coração carregava (e creio ainda carrega) de limitações sem conta, de caprichos desmedidos, de egoísmos crassos e orgulhos tremendos. Reconheço em mim uma alma muito endividada, e se eu tivesse permanecido em Aracaju, com certeza teria sido, por força das circumstâncias, afastado da ventura de ser um amigo seu, seguidor de Eugênia, guerreiro, ainda muito negligente, e devoto, ainda muito fraquejante.

Nestes últimos dias (semanas) tenho feito outros ajustes em minha vida, e parece que não páro de fazer ajustes nunca… meu Deus, quanto mais faço, mais coisas tem a fazer… é quando vejo que ainda preciso fazer muito, muitíssimo mesmo, para também merecer a honra de estar perto a você e dos bondosos guias espirituais que, misericordiosamente, velam por minha pessoa insignificante.

Desculpe-me as longas palavras,

Mas o objetivo delas é para dizer que eu não vejo nenhuma chatice em nada do que dizes, nem qualquer laivo de vaidade descabida para vanglória própria, em você. Eu vejo um irmão magnifíco que nos abre os braços em todos os momentos, que nos assiste mesmo quando não queremos ser assistidos, ainda que do brado silencioso de uma prece sentida por aqueles que perdem tanto tempo com elucubrações tão desnecessárias quanto a validade de uma obra ou do obreiro, quando ambos falam por si do que fazem.

Quero dizer que você  me ensina muito, que me inspira muitíssimo também e que ser por você  chamado de amigo é uma honra que, sinceramente, eu acho que não mereço, se não por pura bondade de seu coração e do coração da bondosa e sábia Eugênia, que sabe o quanto ainda sou impertinente e indisciplinado, e o quanto tenho, ainda, muito, mas muito mesmo a aprender.

Para mim, sem qualquer sombra de presunção, tudo que você disse e vem dizendo, não me surpreende, por que, me permita dizer, eu sempre senti essa reverência por você, como se tivesse falando a uma autoridade a quem devo sincero respeito e estima – com relação ao que voce disse sobre ser um guia de humanidades. Não consigo imaginar de outra forma tal é a carga que carregas, de tamanha responsabilidade com multidões. Só lamento mesmo sermos tão ignóbeis, mais das vezes, em não percebermos que nossa dívida de gratidão com Eugênia remonta milênios, pois seu coração se acerca do nosso para não só amealhar multidões para o coração divino, como também, para nos trazer mais perto dela, a quem, com certeza, devemos tanto, e normalmente pagamos com preguiça, má vontade e destempero, contra quem, por seu mesmo amor, nos traz mais pra perto dela e ela mais próxima de nós, voce.

Deveríamos nós, os retardatários, reconhecer o amor da mãe que se recusa a subir definitivamente até que os seus rebentos também subam com ela ou, pelo menos, subam o suficiente para que possam estar mais próximos, sem as terríveis necessidades excruciantes que ainda nos jungem à matéria.

Obrigado, meu amigo, e a Eugênia mais ainda, por hoje me permitirem, mesmo que a distância, estar

próximo, ser seu amigo e um irmão muito pequenino ainda, e muito atrasado, mas que, mesmo se arrastando, vai correndo atrás, pra não perder o bonde da felicidade (salvação).

Obrigado amigo,

por todas as palavras duras,

pelos chacoalhões,

pelas puxadas de orelha,

pela fúria santa que desperta corações.

Obrigado,

por sua paciência desmedida

que ainda encontra guarida

para nos chamar a atenção.

que ela desperte em nós a certeza

de que provéns tu da realeza

daqueles que servem sem distinção.

e se ainda formos merecedores

de qualquer obséquio que seja,

nunca desista de nossas almas raquiticas,

pois que, nas furnas da vida em peleja,

ainda chafurdamos os passos vacilantes

em querelas tolas e batidas.

continue conosco a jornada do infinito

e perdoe-nos pelos desconfortos e atritos

que causamos ao seu carismático coração.

e que hoje, amanhã  e sempre,

tenhamos na alma e não só na mente

que além do grande mestre,

devemos-lhe o respeito e o amor de irmão.

Meu coração sempre pra você, meu querido, com toda a admiração e respeito que sou capaz de verdadeiramente sentir. E que Maria Santíssima me ajude a não perder, jamais, a riqueza grandiosa que você despertou em minha vida, desde quando travei o primeiro contato contigo, há exatos 16 anos, e que ela me permita, com esta intuição que sempre senti, sem saber do que, e que você me inspira a entender, a continuar contribuindo, participando, colaborando e dando de mim mesmo, com amor e devoção, em espírito (inteligência) e verdade (alma).

Milhões de beijos de respeito no seu coração de mestre, irmão mais velho e amigo.

Paulo Hazek

(*) Esta carta de Paulo Hazek, enviada para os amigos mais íntimos de Benjamin e à diretoria do Salto Quântico, fez com que nosso Conselho Diretivo achasse apropriado publicar essa mensagem aqui no Blog.

Delano Mothé e Wagner Mendes, em nome da Equipe Salto Quântico.

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