por Aline Rangel.
Depois daquela conversa (*), que se fez mais longa e significativa do que Iracema poderia imaginar, muitos questionamentos vieram à tona. Estava bastante confusa com tudo que acontecia, com as mudanças bruscas por que havia passado nos últimos dois meses. Reconhecia-se apaixonada por um quase criminoso (ele aprontava em bares e festas, envolvendo-se em brigas, consumia drogas pesadas e estava sendo “convencido” a começar a traficar), tinha um péssimo relacionamento com a família e não se identificava com o curso recém-escolhido para sua formação profissional. A sensação de que estava tudo “fora do lugar” era muito presente naquelas duas semanas após o episódio com a professora a quem respeitava quase involuntariamente, sem compreender o porquê de suas intervenções serem tão marcantes, especialmente agora. O bem-estar que experimentou ao acudi-la e, depois, no passeio e desabafo, pelos jardins da faculdade a impressionou deveras! Por que se sentiu tão desarmada com alguém que representava exatamente o que abominava? (mais…)







