ago
03
2009

Sobre a Tristeza.

por Aline Rangel.

“Pela dimensão de sua tristeza, pode dimensionar a extensão da alegria que se está negando.” Anacleto.

Momentos de tristeza e desânimo, ainda que desconfortáveis, incômodos trazem informações importantes acerca do quanto se está distanciado com os reclamos mais profundos da alma. Quando se sugere não alimentá-los, esforçar-se por se nutrir de pensamentos otimistas, valorizar os inúmeros motivos de felicidade, a finalidade é não se deixar envolver pelas energias paralisantes do medo, da dúvida, da culpa; pelos efeitos destrutivos da baixa-estima; pela artimanhas da vitimização. Todavia, há que se considerar as mensagens valiosas contidas nos estados depressivos, nas fases em se percebe a energia em baixa, o coração vazio, a alma recolhida e contida…

“Que tipo de alegria estou me negando?” “Estou sendo fiel à minha consciência e a voz do meu coração?” “O quanto, dentro do possível, tenho investido na realização dos meus sonhos?” Estas e outras perguntas, tão ou mais complexas, são bastante pertinentes nestas circunstâncias da vida, uma vez que alertam para os possíveis conteúdos inconscientes relacionados a estes estados, dando-lhes a devida atenção, ao mesmo tempo que colocam a pessoa em movimento. Ou seja, o indivíduo que reflete sincera e cuidadosamente sobre a tristeza que o assalta, aparentemente sem motivo, acaba por valorizar seu lado melhor e mais nobre, que é trazer à tona o que precisa ser revisto, reformulado, retomado em sua vida, sem se deixar abater completamente.

Que se aproveitem, portanto, as oportunidades de crescimento, ainda que não se esteja no momento ideal, ainda que não seja possível dar o melhor de si! Este exercício fortalece e amadurece, preparando aqueles que se disciplinam neste processo de auto-superação para mais intensas e maiores alegrias, para os reais motivos de felicidade, aqueles que dizem respeito ao quanto se está alinhado ao ideal, ao sentido de compromisso com o coletivo, buscando-se o alimento da alma no Amor Divino,  fonte de toda paz, cura e transformação.

Muita paz e felicidade! Até a próxima semana!

Nota – Caros leitores, ao final de cada semana, às sextas-feiras, tenho respondido, no próprio blog, aos comentários feitos por vocês ao texto. Sempre muito agradecida pelo carinho e pelos estímulos ao trabalho!

Written by in: Aline Rangel |

5 Comentários »

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  • Aline disse:

    Obrigada, Queridos Leo, Flávia e Cesinha! Este tema é um tanto delicado, não é mesmo? Que bom que gostaram das reflexões propostas! Beijo e até a próxima!!!!

  • CesinhaCesinha disse:

    Grande Aline! Suas palavras inspiradas são como gotas de luz! Realmente, a escuta atenciosa aos momentos de tristeza podem nos trazer grandes ensinamentos sobre nós mesmos, isso é impressionante! Há sempre o que se descobir e melhorar em nós, e essa pequenas chamadas que compreendemos como a dor são de fundamental importância para que nos alertemos sobre o que precisa ser conhecido em nós! Obrigado por sempre provocar reflexões tão necessárias! Beijos no coração!

  • Flávia Gama de CarvalhoFlávia Gama disse:

    Parabéns Alininha! O texto é profundamente importante. Obrigada por mais uma semana de aprendizado!

  • Leonardo Aragao disse:

    Pois é professora… como é difícil e doloroso nos questionarmos e tentarmos conhecer um pouco mais sobre nós mesmos… Obrigado por sempre nos ensinar e nos relembrar tantas coisas.

    Amorosamente, Léo.

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