ago
31
2009

Breves Apontamentos sobre a Intuição.

por Aline Rangel.

“A intuição, realmente, é a porta da alma. A alma, de fato, é a sede da felicidade. somente atendendo aos reclamos da alma pode alguém realmente ser feliz.” (*1)

Prestar atenção nos inúmeros sinais, externos ou internos, que trazem informações significativas acerca de eventos, pessoas, experiências, “traduzindo-os”; fazer leitura das energias de uma manifestação mediúnica; sentir a necessidade de fazer mudança repentina num determinado planejamento… Quem já não passou pela experiência de se perceber dizendo: “Se tivesse ouvido minha intuição, teria feito isso, ou não teria agido assim… Desenvolver o acesso a esta importantíssima fonte de conhecimentos é tarefa um tanto trabalhosa, instigante… Mas também prazerosa, uma vez que, ao exercitá-la, refina-se a percepção da vida, das experiências mais prosaicas às mais melindrosas.

Mas é  preciso ter cuidado ao tratar deste tema. A mentora Eugênia afirma que ouvir a intuição é ouvir a razão e os sentimentos, os ideais e os princípios morais, tudo a um só tempo e nos alerta para as distorções feitas neste processo por elementos destrutivos como os conteúdos emocionais patologizados, os traumas, as pré-condições de verdade, os falsos conceitos e maus condicionamentos. “Portanto, prezado amigo, no exercício da escuta de seu espírito, fique alerta: a intuição deve ser filtrada, por uma bateria de juízes criteriosos, que poderíamos chamar de razão, bom senso, sabedoria, pragmatismo e espírito de propósito.”(*2) Esta leitura ampliada e profunda deve ser utilizada, assim, de maneira responsável, madura, não preconceituosa, e para tanto faz-se mister dedicar-se a leituras sobre o tema, conhecer-se em profundidade, consultar especialistas, disciplinar-se nas atividades meditativas e oracionais, exercitar (anotando experiências em que haja usado a intuição, verificando, quando possível, o grau de ‘acerto’ de um aparente palpite). Isso não quer dizer que não se possa, com os recursos de que se dispõe, dar atenção às percepções intuitivas, mas que é necessário tratá-las com seriedade, para que se possa usufruir com mais qualidade dos inúmeros benefícios advindos de sua escuta atenciosa.

Valorizar as experiências intuitivas propicia melhor elaboração de conflitos, favorece a comunicação sutil com mentores desencarnados, enriquece as relações estabelecidas consigo e com os outros, entre muitos outros ganhos. Seja em decorrência de percepções subliminares, afloramento de registros mnemônicos ou captação de sugestões telepáticas de mentores desencarnados, (*3) tais vivências auxiliam no desenvolvimento daqueles que se candidatam a ouvir e filtrar seus alvitres. E aos que desejam ser mais intuitivos a Mestra da Felicidade recomenda paciência, dedicação, persistência, desejo sincero, sempre renovado, de aprender e sugere mais atenção “aos seus sentimentos, à sua consciência, à sua vocação, aos impulsos de sua alma, a tudo aquilo que o faz enlevado, em estado de graça, que o faz sentir-se mais humano, mais dinâmico, mais idealista, mais entusiasmado e feliz, satisfeito no fundo do coração.”(*4)

Até a próxima semana! (*5)


(*1) (*2) “Filtrando a Intuição.”, Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia. Mensagem publicada no livro Perspectivas.

(*3) “Consulta a Anacleto – 05. Tema: Indecisão.” Mensagem disponível no site.

(*4) “Desejo Ardente de Contactar o Além.”, Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia.

(*5) Recomendo também a leitura de “Mediunidade ou Intuição?”, Benjamin Teixeira pelo espírito Gustavo Henrique.

Written by in: Aline Rangel |

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