jul
06
2009

Sobre as Experiências Afetivas.

por Aline Rangel.

As experiências afetivas, como nos alerta a mentora desencarnada Eugênia, têm função importantíssima em nossas vidas, favorecendo-nos a conquista de níveis mais altos de maturidade psicológica. Em mensagem publicada em 1998(*), a grande Mestra nos esclarece a respeito desta necessidade humana, tratando-a de com naturalidade e respeito e diferenciando-a tanto das mito romântico “felizes para sempre”, quanto do radicalismo egoísta dos que defendem a vida solitária. Em suas palavras: “(…) ninguém será íntegro, tanto quanto não será integral, se não se expuser a experiências de intimidade, tenham elas ou não conotações sexuais explícitas. A amizade, a cumplicidade de destinos, o compromisso moral-afetivo, o sentido de lealdade, fidelidade e parceria são elementos fundamentais para uma vida vivida plenamente. Sem intimidade, abertura, vulnerabilidade, confiança e ternura, o mundo se desumanizaria rapidamente, para dar espaço ao caos e à tragédia.”

Valiosíssimo refletirmos, então, acerca do quanto temos investido em relações afetivas de qualidade e o quanto temos melhorado o contato que mantemos conosco. Nossos vínculos costumam ser o reflexo do tipo de ligação que estabelecemos, internamente, com nós mesmos, com nossos “eus”, com nossas expectativas, frustrações, traumas, preconceitos, entre outros elementos destrutivos. À medida que nos conhecemos mais profundamente, que nos aceitamos como somos (sem complacência, obviamente), que nos esforçamos por aprender e nos colocamos receptivos à intimidade verdadeira,   nossas relações se modificam positivamente, tornando-se mais saudáveis porque equilibradas. Neste processo, sentimo-nos mais criativos, produtivos e dispostos, além de mais amorosos, confiantes e otimistas, alimentando-nos reciprocamente, o que revela que estamos alinhados com os reclamos da Divina Providência.

Inúmeras são as dificuldades que podemos experimentar ao nos abrirmos à intimidade (especialmente, mas não exclusivamente, quando se trata da relação afetivo-erótica), mas bem mais significativos costumam ser os ganhos se nos dispusermos a este aprendizado de maneira lúcida, colocando o ideal e os objetivos mais elevados da vida à frente. Assim, exercitamos viver e interpretar a vida a partir da interdependência, depois de superadas, segundo Eugênia, as fases de dependência e independência, partilhando o amor com doses cada vez maiores de desapego, transparência, confiança e entrega, enfim… de Felicidade.

(*)”Autonomia x Isolamento.”, Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia. Extraída do livro Sol de Esperança.

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