jul
27
2009

Estado de Gratidão.

por Aline Rangel.

Hoje senti motivação diferente para composição deste artigo semanal e gostaria de dividir esta experiência com os leitores atenciosos que me prestigiam os escritos… Para mim tem sido especialmente interessante observar o fluxo inspirativo, já que sou particularmente inclinada ao uso da razão (mulheres Atena são excessivamente racionais!) como ferramenta de trabalho. Desde ontem à noite, tive vontade de escrever sobre os inúmeros motivos de gratidão, o que faço agora, com uma sensação de leveza e felicidade bastante significativas…

Como somos agraciados pela Vida, não é mesmo? Podemos, cada um dentro de uma realidade específica, encontrar tantos e variados itens de felicitação, que um momento diário deveria ser dedicado exatamente a esta tarefa, como bem nos alertam os mentores acerca de focarmos o melhor em nossas vidas, sempre. Que exercício fantástico, não é mesmo? Listarmos as bênçãos, as graças, os pequenos presentes diários, os milagres, as sincronicidades, as intuições que nos ajudaram a resolver questões difíceis… Os sorrisos que recebemos, as gentilezas discretas, os favores não solicitados que “nos salvaram a pele”, os resultados positivos não esperados, as soluções aparentemente “malucas” para questões pendentes… Pode parecer ingênuo pensar que somos presenteados pela Misericórdia Divina todos os dias, mas se nos esforçarmos para olhar ao nosso redor… Quantas maravilhas!

Mas alguém pode dizer… “Ah, mas comigo não é assim, não…” “A vida está tão difícil… Estou num período péssimo!” “Tudo que faço dá pra trás!” Qualquer um de nós pode atravessar períodos mais complicados, dias mais estressantes, crises mais intensas. A diferença (entre outras coisas) está no olhar, nas expectativas, na forma como alimentamos os períodos de baixa, piorando-os. Não estou aqui tratando das complexíssimas circunstâncias de miserabilidade (em diversos sentidos), em que se encontram grandes grupos humanos, submetidos que estão a variáveis de aprendizado dolorosas que mereceriam discussão a parte, pelo delicado da questão. Estou me referindo às condições médias e cotidianas em que estamos de algum modo inseridos e que nos contemplam com mimos preciosos, muitas vezes desprezados por quem não se coloca de maneira mais amorosa e confiante diante dos desafios. A cada um, portanto, incluindo-me neste exercício de felicidade, o dever de anotar para si as bênçãos do dia, com o compromisso adicional de nos fazermos também motivo de felicidade para os outros, construindo, dentro de nossas possibilidades, nossa “corrente do bem.” (*2)

Até a próxima semana, se Deus quiser!

(*1) Mesmo em tais condições, em função da oportunidade de crescimento disponibilizada, caberia a gratidão. O sofrimento, embora não deva ser alimentado nem visto como única ferramenta para transformações significativas, tem função ainda valiosa em nosso processo de melhoria, devendo ser respeitado também como presente divino, que amadurece e liberta. Em se tratando de tema complexo, que nos merece atenção especial, deixarei para uma próxima oportunidade uma discussão mais profunda.

(*2) Referência ao Filme “A Corrente do Bem.”, produção norte-americana lançada em 2000, com direção de Mimi Leder.

Written by in: Aline Rangel |

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