por Aline Rangel.
“Se não se pode viver o ideal, que se viva o real. Não se chega ao transcendente sem ter-se vivido em plenitude o imanente. Não pode haver santidade sem sanidade, não pode haver moralidade maior, criando-se desajustes psicológicos. O desequilíbrio emocional inviabiliza o processo de espiritualização do indivíduo. Comece-se com pouco, e faça-se isso sempre, aumentando, se possível, mas sempre respeitando a estrutura evolutiva em que se encontra. Deus não quer que se faça muito, Deus quer que se faça bem.”(*)
Na busca por evolução, crescimento e melhoria espiritual, é possível que confundamos o esforço necessário aos processos conscientes de auto-superação, com o desejo egóico de forçar-se uma mudança sem que haja estrutura para sustentá-la e mesmo, diríamos, para efetivá-la. A maturidade está em se reconhecer os limites, os aspectos destrutivos, os elementos pouco desenvolvidos e mover-se no sentido de dar uma utilidade construtiva aos mesmos, num primeiro momento, mantendo-se o investimento constante por modificá-los para melhor. Não adianta precipitar-se, adotando de forma superficial comportamentos, posicionamentos, avaliações que não estejam alinhados com o que entendemos como mais apropriado para uma dada circunstância em nossas vidas.
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