por Aline Rangel.
Pedro foi dormir um tanto confuso. O neto lhe trouxera lembranças perturbadoras e informações um tanto incômodas. Não aceitava estas modernidades… “O certo é o certo, sempre! Essa história de ter cabeça aberta, de aceitar as diferenças… Sabia bem onde isso iria dar. Na próxima oportunidade, conversaria com o filho sobre esta escola onde Lucas estava matriculado. Que conversas estranhas para crianças tão pequenas! Se adulto já se deixa influenciar por tantas bobagens, imagine uma criança inocente!” Bem, mas agora precisava dormir. Seu corpo, era obrigado a reconhecer, já não funcionava mais com tanta força. Estava bastante preocupado com seu estado de saúde, mas não queria transparecer… “Afinal de contas não era um fraco!” Tomou ducha relaxante e foi se deitar, sentindo sonolência bastante diferente do habitual… “Deviam ser os remédios”, pensava meio aborrecido.





